A Bolívia é logo ali!

A Bolívia é logo ali
Diário de viagem
Este é o relato de uma aventura muito bacana de uma viagem que fizemos para conhecer um pouco da Bolívia, e tudo começou quando:
Um grupo de amigos motivados por um Campori (evento que reúne jovens e juvenis da Igreja Adventista do Sétimo dia chamados de Desbravadores) que haveria as margens do Lago Titikaka, saímos de Vitória ES na quinta-feira 2 de julho de 2009 as 6:15hs, em destino a Bolívia de GM opala, passamos por Rio de Janeiro, São Paulo e Mato grosso do Sul, rodamos 2423 km até chegarmos a Corumbá MS as 18:35hs da sexta-feira, onde passamos o sábado na Escola Adventista da Cidade, onde no planejamento da viajem já havíamos feito o contato com a diretora e organizado nossa estadia 0800. No domingo levantamos, arrumamos a bagagem, e partindo para Poerto Quijarro, de onde tomamos o “trem da morte” as 15:30hs, trem que não tem nada de assustador.
O famoso Trem da Morte é o trem que liga Quijarro a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.
Construída na década de 1950 este trecho da ferrovia tem mais de 600 km de extensão. O trem leva cargas e passageiros e é operado por uma empresa norte-americana.
Há quem diga que o apelido Trem da Morte já nasceu com a própria ferrovia onde milhares de trabalhadores teriam morrido durante a construção por causa da malária.
Outra teoria conta que há algumas décadas a Bolívia sofreu uma grande epidemia de febre amarela e o trem foi utilizado para o transporte de mortos e doentes.
E tem também a versão de que nas décadas de 1970/80 a Bolívia passava por uma situação econômica difícil e o trem por ser um transporte popular estava sujeito a todo tipo de brigas, furtos e assaltos. Eventualmente também algum vagão de carga descarrilava durante o percurso. Além disso, muitos bolivianos viajavam em cima dos vagões por não terem dinheiro para comprar a passagem, um ou outro caia durante o trajeto e logicamente morria.
É bem provável que todas essas versões tenham um fundo de verdade e dessa série de acontecimentos contados de boca em boca e aumentadas por aqueles que faziam a viagem através da Bolívia tenha originado o apelido de Trem da Morte.
Nos anos 90 passou a ser conhecido também como "Trem do Pó" porque foi utilizado pelos traficantes que levavam a cocaína produzida na Bolívia até a fronteira com o Brasil e depois para a Europa.
Hoje em dia o nome é mais assustador do que a própria viagem. Mas por ser um trajeto popular a viagem ainda oferece alguns perigos além de ser cansativa e as paisagens ao longo do trajeto não serem nada interessantes. Por isso, é recomendado que você faça essa viagem com um mínimo de conforto e segurança.
Foram 16 horas até a Santa Crus de La Siera,passagem que custou $127,00 bolivianos (cerca de R$44,00 na época) onde ao descer do trem e correr para encontrar com outra parte do grupo que foram de avião, fui abordado pelos guardas da INTERPOL, onde quase fui deportado ao Brasil pois não tinha levado meu RG (que é o documento válido no “salvo conduto” entre o MERCOSUL) pois fui assaltado no Brasil, me levaram para uma sala e diziam que teria que voltar (eu acredito que queriam ouvir a palavra mágica “quanto”), então tive que colocar meu portunhol em pratica para convencer os policiais que eu era um cara legal, e depois de algum tempo me liberaram e pude seguir minha viagem.
Com o tempo que fiquei com os policiais acabamos perdendo o ônibus, e tivemos que esperar o próximos que sairia em 2 horas.
Compramos as passagens por $40,00 bolivianos (cerca de R$13,00) para percorremos 700km em 10:00hs,nessa viagem, passamos pelos restaurantes da estrada, e não deu para encarar nada alem de “clube social” e refrigerantes, pois a falta de higiene é muita, eles servem os alimentos (macarronada) com as mão sem luvas e com as unhas cheias de “tutu”, e os banheiros não tem portas, os mictórios ficam em uma parede, e os homens urinam de pé, e as pessoas (mulheres e crianças) passam por trás, alem de que tudo na Bolívia você paga, para usar o banheiro era $0,20 bolivianos (cerca de 7 centavos de real). seguindo viagem, chegarmos a Cochabamba, e tomamos um taxi que você não vai acreditar, pagamos $6,00 bolivianos (cerca de R$2,00) para nos levar três pessoas e suas bagagens ao “Hotel Ideal”, incrível, um hotel muito bom, bem diferente do comum na Bolívia por $100,00 bolivianos (cerca de R$32,00) o casal) onde passamos a noite de segunda para terça-feira.
Ao amanhecer saímos cedo para mais uma viagem de 6 horas, cerca de 360 km subindo a Cordilheira dos Andes, até chegar a La Paz, passando por cada despenhadeiro que arrepiava até os cabelos do #@*%. E o interessante é que o item que não pode faltar em qualquer veículo Boliviano, é uma boa buzina, o motorista ao invés de dar seta para ultrapassar, ele começa a buzinar (e que buzina), no meio da curva para sinalizar para os motoristas no sentido contrario que vai um doido ultrapassando. Chegando a La Paz,visitamos o Mirador da cidade, onde temos uma visão de 360 graus de toda a capital Boliviana, compramos alguns agasalhos, conhecemos o Estádio de futebol onde a Bolívia deu de 6 a 0 na Argentina.
Quando anoiteceu encontramos uma lanchonete que tinha higiene, e conseguimos comer alguma coisa, e nos dirigimos para a escola Adventista da cidade onde tivemos mais uma estadia 0800. Ajeitamo-nos para dormir e passamos a primeira noite de frio na Bolívia, de terça para quarta-feira, e Ramsés, um de nossos amigos que foi de avião, deitado sem agasalho suficiente no assoalho de madeira fazia batuque de escola de samba tremendo de frio, até que juntamos alguns agasalhos e o menino conseguiu dormir.
Fizemos umas comprinhas e “na estrada de novo” mais algumas horas até chegarmos as margens do tão esperado “Lago Titikaka” no por do sol onde passei um frio que nunca havia passado antes cerca -12c° a -17c°(isso mesmo, até 17 graus abaixo de zero) coloque uma calça para secar no varal, passei cinco minutos depois e estava congelada, foi um desafio do Pastor Ivay Araújo (então departamental JA da união Boliviana) realizar o Campori mais alto do mundo, reunindo cerca de 4400 jovens e juvenis a 4300 metros de altitude, mais apesar do frio e do cansaço que batia pelo efeito da altitude, foi muito bom.
Nesse período conhecemos alguns lugares bem interessantes, como “Isla de La Luna” (Ilha da Lua) um local de beleza natural paradisíaco. “Aguas calientes” (águas quentes) um local que de beleza não tinha nada, mas naquele frio tudo que tinha o nome de quente eu estava aceitando.
Foram muitas emoções e muitas risadas até partirmos de volta passando pelo Monte “Chacaltaya”(foto do template) onde subimos a 5300 metros acima do nível do mar, ali realmente senti os efeitos da altitude, nós subíamos 5 metros e parecia que tínhamos corrido uns 200 metros.
Lembranças muito boas tenho desta viagem, depois que saímos do “Chacaltaya” fizemos o mesmo trajeto de volta chegando em casa 18 dias depois da saída.
Emoções e aventura que nunca esquecerei, e em breve estarei aqui contando mais um “diário de viagem”.

Segurança em primeiro lugar

Olá pessoal, como e a primeira postagem, nada melhor que a segurança.

Sempre que for fazer qualquer tipo de atividade radical, lembre-se sempre que segurança deve ser acima de tudo.

verifique sempre os equipamentos se estão em perfeito estado de conservação, mantenha-os em local adequado, nunca faça uma atividade radical sosinho, procure sempre uma pessoa especializada no assunto antes de se pendurar numa corda, entrar num bote, cair em um rio ou qualquer outra atividade radical.

E se puder, leve uma maquina fotografica e registre estes momentos que entraram na sua memória e estarão lá prara sempre.

Curta a sua "radicalidade" avontade, mas sempre com segurança.

Arthur Moraes

Feliz natal e ano novo

Um rapel sobre o rio Jucu, em Vila Velha, ES

Jean fazendo Rapel em um prédio

sábado, 13 de outubro de 2012

Está de bobeira aí? acesse www.tvadvai.net

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